IN ou OUT? Por Leandro Amóra do Lago
O assunto mais comentado e polêmico dessas duas últimas semanas, era se é certo ou não “repetir roupas”, em eventos sociais. Eita, povo sem noção e fútil, não? Várias pessoas me ligaram e perguntaram “O que leva uma pessoa a não querer repetir roupa?” Bem, eu não vejo nada demais. Acho chiquérrimo! Afinal, você pode usar a mesma peça em ambientes e lugares diferentes, mostrando com isso a sua capacidade em transformar um look e se reinventar.
Tudo isso por conta de que a Kate Middleton, repetiu um vestido, no evento do Jubileu de Diamante, da Rainha da Inglaterra e até a queridíssima e chique empresária Luiza Brunet, também fez um “repeteco” num evento no Theatro Municipal. E olha que as duas tem poder aquisitivo para renovar seus guarda-roupas de maneira frequente.
Parto do princípio que roupa é algo que pode fazer parte do seu closet por anos. Se ecolhermos e compramos com tanto carinho as nossas roupas, porque não usá-las mais de uma vez? Existem peças clássicas, de modismo e até garimpadas em brechós, que entram e saem de moda, e isso não quer dizer que devemos deixá-las de lado. O vestuário é parte da sua identidade, do seu mundo, do seu “eu”. Você não se joga fora, né?
Algumas roupas nos marcam, nos identificam nos dão um ar de “posso tudo”, de “vem quente, que eu tô fervendo”. Tenho certeza de que você fez um “flashback” agora, não? Todo mundo já teve uma roupa assim e com certeza repetiu várias vezes, apenas, trocando um sapato, um cinto, uma bolsa, uma peça qualquer para parecer que não é a mesma. As vezes cortanto ou tingindo.
Dê uma olhada em seu closet e veja se não tem roupas que lhe acompanham há anos e que apesar de você achar que está velha, que não vai usar que não combina mais com você, você quer se desfazer? Ok, vale retirar os “excessos”. Menos é mais. Roupas são como livros, você sempre pode pegar e fazer uma “releitura” e vê-lo de outra forma.
Todos nós sabemos que as tendências estão mudando rapidamente, gerando muita informação de moda e influenciando as pessoas para consumirem cada vez mais. Se você analisar, as redes fast-fashions, poem nas ruas, a moda que acabou de ser desfilada e que ainda não está em linha de produção. As grifes investem em tecidos, alinhamentos, botões, estilistas, o que faz muitas peças saírem caras e quando você vê dali a alguns dias as redes populares, copiaram e já vendem por preços mais acessiveis. Quem não tem uma peça dessas lojas, hein?
A Duquesa de Cambridge, atualmente tem chamado a atenção da imprensa, por conta de suas aparições públicas, tudo por conta de suas roupas de grifes ou de lojas mais populares. Parece que Kate vai seguir o caminho trilhado por sua sogra, a Princesa Diana. Diana que saiu do mundo apagado da coroa britânica e se transformou no “glamour” da realeza, provou que já que o Principe de Gales, não tinha olhos para ela, o mundo a veria como uma mulher elegante, discreta e chique. Prova disso, que a Dior criou uma bolsa em matelassê, batizada como Lady Dior, em sua homenagem. Será Kate, o novo ícone britânico?
Usar a mesma peça é inteligente, prático e, além de tudo, muito estiloso. Nada de dar uma da Neura, né? Afinal, roupa não é descartável. E dinheiro, não cai do céu!
Leandro Amóra do Lago
Formado em Administração, mas apaixonado por moda, fashionista e crítico de carteirinha.
E uma veia capricorniana, com ascendente em Áries e lua em escorpião,
que me faz ser ótimo quando sou péssimo!
www.eleganceclub.wordpress.com





