Os melhores e piores do artista, ao final uma menção – honrosa ou horrorosa
O início da carreira de Charlize Theron no cinema é um feito mais inusitado que o Oscar de Melhor Atriz a uma sul-africana, feito ainda inédito na Academia. Isso porque a jovem modelo Charlize, vencedora de uma concurso local em seu país natal, decidiu embarcar para os EUA para tentar a sorte como dançarina, já que a profissão anterior estava aquém de suas ambições. Uma lesão no joelho a fez desistir de seu sonho, mas não abalou a persistente adolescente, que mudou-se para Los Angeles, onde tentaria a carreira de atriz. A nova empreitada em Hollywood também não ia nada bem. quando um incidente virou o jogo de sua vida.
Em um banco na Cidade dos Anjos, Charlize tentava e não conseguia descontar um cheque de sua mãe Gerda (grande incentivadora – e patrocinadora – nos momentos de dificuldade), pois a ordem de pagamento era proveniente de outro estado. Indignada, a atriz fez um barraco que acabou se tornando o melhor teste de sua carreira; quero dizer, a cena foi tamanha que não chamou a atenção apenas de meros clientes do banco, como também de um agente que lhe entregou um cartão.
Em pouco tempo, a aspirante a atriz nascida na pequena Benoni, África do Sul, cuja estreia no cinema se daria em uma pequena participação não creditada no terrível “Colheita Maldita III” (1995), conseguiria o papel de Helga Svelgen em “Contrato de Risco” (1996) e começaria a trilhar um meteórico – e merecido – caminho de sucesso na Capital Mundial do Entretenimento, sendo homenageada em nosso Top 5 – Melhores e Piores bem no ápice de sua carreira.
Os Melhores Filmes de Charlize Theron, por Francisco Carbone
5+ “O Advogado do Diabo” (The Devil’s Advocate, 1997), de Taylor Hackford
Talvez a primeira vez que todos tenham posto os olhos em Charlize, quando a carreira dela deslanchou de maneira explosiva, dominando cada minuto de cena ao lado de Keanu Reeves e do endemoniado Al Pacino. Mary Ann Lomax, uma mulher à beira da possessão, física e psicológica, até hoje um dos grandes momentos da atriz.
4+ “No Vale das Sombras” (In the Valley of Elah, 2007), de Paul Haggis
Apesar do show de Tommy Lee Jones, que lhe valeu até indicação ao Oscar, esse excelente filme também é capaz de mostrar a maturidade de Charlize, sóbria e cheia de amargura como uma detetive (Emily Sanders) que investiga o desaparecimento de um soldado. Contida e impressionante.
3+ “Caminho Sem Volta” (The Yards, 2000), de James Gray
Outro grande filme onde nossa estrela, no papel de Erica Stoltz, esbanja charme, beleza e talento. O (injustamente) pouco reconhecido James Gray mostra a história de uma família ligada ao mundo do crime e seu passado nebuloso, que a qualquer momento pode voltar e destruir a todos.
2+ “Monster – Desejo Assassino” (Monster, 2003), de Patty Jenkins
Um dos Oscars femininos mais justos da década passada, o prêmio coroou a ascensão de Charlize e fez justiça a uma interpretação estonteante. Na pele da desajustada Aileen Wuornos, ela se metamorfoseou e abandonou seu glamour e beleza clássicos, fazendo nascer um dos “monstros” mais carentes e tocantes que o cinema já viu. Um grande filme, uma grande interpretação.
1+ “Jovens Adultos” (Young Adult, 2011), de Jason Reitman
O escorregão nas bilheterias não impediu esse filme de ser o primeiro da melhor fase da carreira de Charlize. Disparado seu melhor filme e sua melhor interpretação, sentimos Mavis Gary a todo momento na interpretação brilhante dela. Uma mulher q ainda precisa crescer muito, mas que já deixa claro um autorretrato fiel de muita gente por aí. Quem não tem um pouco de Mavis em si?, Charlize grita isso em cena. Fantástica.
Os Piores Filmes de Charlize Theron, por Francisco Carbone
5- “Enigma do Espaço” (The Astronaut’s Wife, 1999), de Rand Ravich
Imagine “O Bebê de Rosemary” muito piorado. É esse filme aqui! O pior é que, como na maioria de seus filmes, a culpa nunca é de Charlize, que consegue estar bem está nessa pataquada sobre um astronauta (Johnny Depp) que volta de uma missão completamente alterado, para desgraça de sua esposa, Jillian Armacost.
4- “Lendas da Vida” (The Legend of Bagger Vance, 2000), de Robert Redford
Esse é “brabo” mesmo. Nem Charlize brilha… nem Matt Damon, nem Will Smith. Porque seu diretor Robert Redford nos legou essa coisa, completamente anódina e com trama tão estapafúrdia ambientada no mundo do golfe? Por favor, passem longe.
3- “Seu Marido e Minha Mulher” (Waking Up In Reno, 2002), de Jordan Brady
Além de tudo, é um filme macumbado. Dez anos depois, dos quatro protagonistas só dois ainda estão vivos, Charlize e Billy Bob Thornton. Os saudosos Patrick Swayze e Natasha Richardson viveram para acompanhar a merecida péssima recepção a essa comédia horrorosa, que não faz jus ao talento de nenhum dos quatro atores principais.
2- “Hancock” (Idem, 2008), de Peter Berg
Será que o destino não deve reunir nunca Charlize Theron e Will Smith? Oito anos após “Lendas da Vida”, eles voltaram a se encontrar. Smith está bem, Charlize está bem… já o roteiro, não estava nada bem. Um super-herói com pose de mendigo reencontrando seu amor do passado, também ela com superpoderes? É, não rolou… Quem sabe na continuação.
1- “Æon Flux” (Idem, 2005), de Karyn Kusama
A primeira tentativa viável de tornar Charlize uma heroína de ação e virtual blockbuster foi desastre de proporções épicas. Uma das coisas mais horrorosas daquele ano, nada se salva nessa adaptação de animação produzida pela MTV sobre uma assassina futurista, a famigerada Æon Flux. Incrível como esse filme conseguiu se livrar do Framboesa de Ouro; merecia muitas indicações, e alguns prêmios.
Menção Honrosa/Horrorosa: O brilho de Charlize Theron em “Branca de Neve e o Caçador”, ofuscado pela incompetência de Kristen Stewart.
















